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Resistir às mudanças, por quê?

 Por Eduardo Carvalho.

Eu sempre fui uma pessoa extremamente resistente à mudanças. No menor sinal delas acontecendo, a ansiedade já tomava conta e era natural ficar confabulando um milhão de cenários, sem mesmo ter vivenciado a experiência. Me lembro de uma discussão com um amigo de dizer que ” eu era daquele jeito e que nunca ia mudar”. Que equívoco.

Mudanças que vem com o vento - Gabryel Fellipe

Após anos de terapia em grupo e individual  percebi que não queria  sair da minha zona de conforto. Muitas vezes, preferia estar em um trabalho infeliz ou permanecer em um relacionamento abusivo, simplesmente por ter que enfrentar um cenário que não conhecia.

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Só que a vida é para os fortes, para aqueles que não tem medo de desafio. Aos poucos percebi que o que realmente existia em mim era o medo. Um medo tão grande que me paralisava e  precisava ser enfrentado.  Só que como toda mudança estrutural, ela levou um tempo e me custou algumas horas de sono…algumas não, muitas.

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Eu não conseguia trazer leveza para este momento e tudo ficava pesado. Certa vez ouvi de uma amiga, “você pensa demais”. E realmente pensava. Pensava tanto que muitas vezes cheguei à exaustão. Concluí que nada disso adiantava e eu possuía um controle mínimo sobre as situações de minha vida. Chegou o momento que precisei relaxar (essa palavra que tantas vezes me tirou do sério).

leveza

E esse tem sido meu exercício diário…trazer leveza para os meus dias. Tentar antecipar as coisas e criar expectativas só vão me tirar do eixo. Na maioria das vezes, as coisas boas acontecem inesperadamente e de verdade, decidi não gastar minha energia em coisas que não me fazem bem.

Imagens: Reprodução.

 

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