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Me, myself and I

Por Eduardo Carvalho.

Certa vez, li uma crônica da Lia Luft, chamada “Relacionamento Perfeito”, onde a escritora diz que eventualmente um casal precisa tirar seu contrato da gaveta e discutir novamente seus termos. Essa crônica me marcou e  me fez questionar uma coisa: quando chega a hora de tirar o meu contrato pessoal, individual e intransferível da gaveta, como vou discutir meus termos comigo mesmo?

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Na maioria das vezes, a parte mais complexa nessa transação (desculpe o tom advocatício neste texto, mas sou formado em Direito) é não ouvir a si mesmo e não enxergar os sinais, mesmo quando eles estão a um palmo do meu nariz. O segredo nesse processo todo é estar atento e assumir uma posição de observador. Quando vejo as situações de cima, magicamente encontro a solução para grande parte de minhas questões.

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Uma das minhas séries preferidas, Gracie & Frank, me ensinou uma lição valiosíssima. Em um dos episódios que mais gosto. Frankie  orienta Gracie a  fazer um vlog, assim como ela, para gravar vídeos para si mesma. Nesse processo, ela seria obrigada a se ouvir e encarar de frente seus fantasmas. 2

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Eventualmente, assim como as personagens da série, preciso se ouvir e  colocar a casa em dia e não apenas empurrar a sujeirinha apenas embaixo do tapete,. Quando isso acontece, uma hora ela acumula  e explode. Ir limpando o ambiente aos poucos, no meu tempo faz o processo ficar mais fácil. Ansioso que sou, tenho a tendência em tentar resolver tudo de uma vez, e o que acontece? Acabo ficando paralisado. Nestes momentos, o que importa é prosseguir, mesmo que haja dor e medo no processo e uma coisa eu  garanto: sempre saio dessas imersões me conhecendo muito mais.

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Imagens: Reprodução

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